Câncer de mama

Quais os sintomas, tratamentos e como se prevenir

O câncer de mama (carcinoma) é uma patologia com localizações e aspectos clínico-patológicos múltiplos e não possui sintomas ou sinais patognomônicos, podendo ser detectado em vários estágios de evolução histopatológica e clínica. É a neoplasia mais comum na população mundial, com cerca de 2,4 milhões de casos incidentes em 2015.

A grande disparidade de casos incide em países desenvolvidos e em desenvolvimento, refletindo diretamente nas diferenças na distribuição dos fatores de risco da doença e as diferenças no acesso ao rastreamento populacional.

No Brasil são esperados 59.700 casos novos de câncer de mama para 2019, sendo que em 2017, 16.724 mulheres e 203 homens morreram por câncer de mama em localização primária.

Os carcinomas de mama são divididos em dois grandes grupos: carcinomas in situ (tumor ainda restrito a unidade ducto acinar, sem invadir a camada basal) e carcinomas invasivos (células tumorais invadem os tecidos adjacentes e ductos mamários, e apresentam tendência a migrar para linfonodos regionais e ou sítios anatômicos distantes).

A maioria dos tumores invasivos tem sua origem provável na unidade terminal ductulo-lobular (TDLU), e exibem diversas características clinicas e fenótipos morfológicos individuais que originam classificações diversas. O carcinoma invasivo de tipo não especial constitui o tipo histológico mais comum (40 a 75%). Podemos citar outros tipos histológicos que representam menor porcentagem mas não deixam ter sua importância no tratamento, exibindo clínica e prognósticos específicos (tubular, lobular, medular, mucinoso,metaplasico, secretor, inflamatório...).

A classificação molecular também influencia na decisão de tratamento e deve ser incluída nas avaliações do paciente, sendo obtida por metodologia de microarranjo de DNA. Sorlie et al caracterizaram cinco grupos moleculares: basal-simile, HER+, tipo mama normal, luminal B e luminal A.

Em 2008, Cheang MC et al, sugeriram um painel selecionado de anticorpos, em tecido fixado em formalina e incluído em parafina. Seis marcadores imunohistoquimicos (RE, RP, HER2, Ki67, CK 5/6, EGFR) podem ser utilizados na rotina dos laboratórios, classificando os carcinomas em grupos moleculares aproximados (Luminal A, Luminal B, Luminal hibrido, HER2, Basal-simile).

Entenda como funciona a Cirurgia do Câncer de Mama.