Ginecomastia

Quais os sintomas, tratamentos e como se prevenir

Na maioria dos casos, a ginecomastia parece resultar do desequilíbrio entre os estrogênios e androgênios, sendo considerada fisiológica, acarretando o crescimento das mamas em homens. Outros hormônios, e suas alterações, também devem ser investigados como a prolactina, as gonadotrofinas, corticosteroides, hormônios da tireoide e hormônio do crescimento.

Estima-se que 60 a 90% dos meninos, enquanto pequenos, tem ginecomastia transitória em decorrência da ação dos estrogênios placentários, sendo observada sua regressão em 2 a 3 semanas e raramente persiste por tempo prolongado.

Na puberdade, a prevalência gira em torno de 48-64% e pode estar relacionada com a elevação transitória nos níveis de estradiol, aparecendo geralmente em torno dos dez anos de idade, com pico entre 13 e 14 anos, regredindo dentro de poucos meses a anos; sua persistência é incomum após os 17 anos (1/3 resolve-se dentro de 1 ano e 93% resolve-se dentro de 3 anos).

O terceiro grupo encontra-se homens na faixa etária dos 50 aos 80 anos, com uma prevalência de 32 a 57%. Nestes casos geralmente é multifatorial, sendo mais comum como causa o aumento na aromatização da testosterona em estradiol e a gradual diminuição da produção de testosterona pelos testículos.

O diagnóstico é realizado através do exame físico do paciente, exames de imagem (ultrassom e mamografia) principalmente para homens de meia-idade para descarte de neoplasias, e rotina laboratorial (avaliação da tireoide, renal, hepática e dosagens hormonais).

O tratamento da ginecomastia dependerá da causa base, sendo um ponto importante como norteador o tempo de aparecimento da mesma.

A cirurgia deverá ser considerada para pacientes com macromastia ou ginecomastia de longa duração ou em casos em que há falha da terapia medicamentosa, devendo-se também levar em consideração as razões de aspecto psicossocial.

O homem com ginecomastia deverá procurar um médico mastologista para avaliação e acompanhamento.